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Saúde e Corpo: uma visão da Medicina Chinesa Clássica

Saúde e Corpo: uma visão da Medicina Chinesa Clássica

Revista Medicina Chinesa Brasil, Ano VI, n.18

Por Matheus Almeida

Nos tempos de hoje vemos muitas doenças surgindo e por mais que a tecnologia avance, novos métodos diagnósticos surgem e robôs auxiliando cirurgias, novas categorias de doenças nos são apresentadas. Tudo isso me traz a impressão que ainda estamos distantes de tocarmos o que seria de fato saúde.

Afinal o que é saúde? Talvez todos os profissionais da área da “saúde” terão dificuldade de responder essa simples pergunta, o conceito usado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) traduz o termo como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de afecções e enfermidades” – conceito este de uma maneira geral não é prática no dia a dia da clínica se tornando somente uma teoria, ou algo escrito em algum lugar.

Você já se imaginou ir a um médico sem apresentar qualquer sintoma de doença? Impensado, não é mesmo?! Me sinto confuso, pois seriamos, nós profissionais, cuidadores da saúde ou da doença?

Estudar a Medicina Chinesa me trouxe algumas elaborações e análises sobre a “saúde”. No conceito da medicina hegemônica enxerga-se somente a doença, por exemplo, quando fazemos um exame de rotina não é para avaliar o estado de saúde e sim para buscar uma doença e se nada for encontrado o profissional diz: parabéns você está ótimo, volte daqui a seis meses. Mas o que se deve fazer para continuar ótimo?

Para evitar a suposição de que o raciocínio que vos apresento delira, levanto mais um questionamento: por que exames que buscam ver nosso estado de “saúde” provocam doenças? Uma mamografia, por exemplo, tem irradiação suficiente para estimular o câncer de mama. Um contraste em um doppler arterial tem material químico pesado.

Veja bem, não coloco em cheque a importância desses exames. Mas questiono sobre o que é saúde de fato e por que ignoramos ela. Para mim temos dois pontos marcantes: (1) Não queremos ter o trabalho ou a “perda de tempo” para observar o funcionamento do nosso próprio corpo, olhar para as próprias fezes ou perceber se aquela comida fez bem ou mal. Na cabeça de muitos quem tem que saber disso é o médico. (2) A área da “saúde” só estuda doenças, como saber conservar a saúde se nem há uma disciplina dessas na faculdade?

Neste artigo trataremos o olhar do chinês de outrora para a promoção da saúde. Essa primeira sessão foi apenas um desabafo desde escritor e um desejo profundo de que nos tornemos ativos e pensantes sobre o nosso corpo, pois não sofremos nada do que é apenas nosso para sofrer e cabe apenas a cada um de nós transformar esse sofrimento.

Do nascimento às emoções, entendendo e sangue.

Os textos clássicos chineses habitualmente apresentam uma escrita de difícil compreensão, uma vez estando presente aspectos culturais e paradigmas próprios da cultura oriental, tornando-se confusos para nosso raciocínio e até mesmo para os chineses da atualidade. Antes de mergulharmos no pensamento preventivista do lado leste do globo gostaria de expor como a MC elabora conceitos fisiológicos desde o surgimento da vida. Isso facilitará o futuro raciocínio do texto.

A vida é vista como uma troca constante entre o equilíbrio das forças yīn 阴 e yáng 阳 (forças de natureza opostas, porém complementares), demonstrando os ciclos como o dia e noite, os setênios até o nascer e morrer.  Quando analisamos o macrocosmo, o que chamamos de yīn e yáng, identificamos essas forças no microcosmo [nosso corpo] dando o nome de 气 (força impulsionadora) como seu aspecto yáng e xuè 血 (sangue) representando o yīn. Compreendemos que a vida, no corpo, é uma troca constante entre o equilíbrio da nossa força impulsionadora com o sangue. Essa harmonia traz um equilíbrio psicofísico para o nosso ser.

O raciocínio da MC sobre a concepção, de uma forma resumida, diz que o embrião seria a reunião das essências (algo próximo do corpo genético) em uma contração de yīn com a expansão do yáng. O yīn é o que forma a estrutura corporal por isso se contrai e o yáng traz a dinâmica da vida, como o batimento cardíaco, assim expandi-se.

Através da união das essências [do pai e da mãe] somado a um impulso que vem do Céu há um potencial para o desenvolvimento e o início da forma pela sua natureza específica. Há a existência de algo inominável, de uma força criadora, que é chamada impulso do Céu que permite que haja o encontro dessas essências para o surgimento da nova vida.

Para cada ser há um impulso diferente ou um potencial diferente. A criança é um resultado do que vem do pai e da mãe, mas também cheio de iniciativa e movimento de ordem natural.

Em cada nova vida, na sua natureza intrínseca, não há somente uma mistura de esperma e sangue, homem e mulher, mas também da qualidade dada pelo céu.

O e o sangue são os organizadores de toda a energia e vitalidade que faz a vida humana. No capítulo 39 do Guǎnzǐ (enciclopédia dos textos filosóficos chineses) demonstra a relação do e do sangue, de uma maneira simples e direta.

地之血气筋脉

“O sangue se relaciona com a forma, o qì com o movimento”.

É comum e sangue aparecerem nos textos não somente no aspecto físico da vida, mas no temperamento e todas as características da mente e do desejo. Ter força em sangue é ter força no temperamento, as vezes até sendo violento. A variação de sangue e pode trazer tanto variações físicas quanto variações no temperamento.

Xúnzǐ, filósofo confuciano do século 2 d.C. diz: “dentre os seres vivos aqueles entre o Céu e a Terra, os que tem sangue e possuem consciência”.

Isso significa que a habilidade de termos uma sensibilidade, percepções, emoções e consciência está ligado ao fato de termos e sangue.

No Livro dos Ritos lemos:

“Pela natureza íntima (性 xīng) o ser humano possui sangue e , e um coração que permite termos consciência. Medo e alegria, sublimação e raiva não estão totalmente conosco. Eles são reações ao incitamento dos objeto exteriores. Isto é a arte da intervenção do coração”.

Devemos agir com a arte do coração. No ser humano tudo que concerne a fisiologia e patologia, tendências e reações, pode ser chamado de e sangue. Governar e sangue é essa a arte do coração.

Conservar a Saúde

Costumo dizer que quando se estuda MC deixa-se de estudar saúde e doença e começamos a compreender a dinâmica da vida. Apresentarei conceitos do Exímio Médico Sūn SīMiǎo, o sábio concelheiro da Dinastia Táng (618-907 d.C.) dava uma grande importância para a cultivação da saúde no corpo, mente e espírito como uma condição necessária para se tornar um cuidador, assim entraremos no estudo do “nutrir a vida” (yǎng shēng 養生).

“… O Caminho para nutrir a vida se encontra em nunca mover-se muito ou pouco por muito tempo, nunca sentar-se ou deitar-se por muito tempo, nunca olhar ou ouvir por muito tempo. Olhar por muito tempo causa danos no sangue, deitar por muito tempo causa danos no , ficar de pé por muito tempo causa danos nos ossos, ficar sentado por muito tempo causa danos na carne, mover-se por muito tempo causa danos nos ligamentos. Evitar comer excessivamente, beber excessivamente e levantar cargas pesadas. Evitar ansiedade e preocupação, grande raiva, tristeza e pesar, grande medo, pular etapas, muitas palavras e muitos risos. Evitar ir ansiosamente para seus desejos e evitar ter muito ódio. Tudo isso é danoso para a longevidade. Se for capaz de não ir contra estes [avisos], então estará hábil para estender sua vida.

Portanto, a pessoa que consegue preservar a vida constantemente reduz pensamentos, ideias, desejos, negócios, falas, risos, preocupações, alegrias, raivas, gostar e não gostar. Se puder observar essas doze reduções, essa é a essência em nutrir a vida …”

A passagem acima traz condutas muito simples em como devemos conduzir nossas vidas. Podemos pensar como é difícil seguir esses conceitos. Viver em uma sociedade cheia de “saberes” onde há uma necessidade de ter muito grande, ter conhecimento, ter um carro, ter muito dinheiro é desafiador. Nesta condição é muito difícil reduzir os pensamentos, as preocupações, as ansiedades porque temos que estudar mais, temos que trabalhar mais, temos que produzir mais. E viver? E divertir-se? E respirar?. No artigo “A relação do Baço e do Pulmão nas desordens crônicas e o homem como produto de si mesmo” converso sobre a importância do comer e respirar, estamos carentes da nossa fisiologia básica. Como resultado ainda desejamos ter beleza , vida longa e saúde.

Na vida há uma simplicidade intrínseca onde as coisas são como devem ser. Em uma passagem taoístas há um trecho importante que diz:

为无为无为而为

Agir pelo não agir, não agir porém agir

A passagem nos traz a informação sobre o aquietar-se, silenciar-se e ouvir e através de uma escuta elaborada tomamos uma direção. A não-ação é uma ação, pois é uma escolha, sendo assim não há passividade presente. Para os chineses aquele que é passivo falta-lhe raiva, movimento, direcionamento, posicionamento. Precisamos trabalhar a escuta corporal.

O capítulo 2 do Cânone Médico SùWèn apresenta a seguinte passagem:

“ Os 3 meses da primavera são chamados de [o tempo] de liberar o velho. Céu e Terra nascem juntos e os 10 mil seres prosperam. É tempo de dormir ao entardecer e acordar cedo. Andar no quintal; absorver a radiância e relaxar [o corpo]. Permitir que a aspiração do desejo nasça. Viver e não matar. Conceber e não tirar. Recompensar e não punir. Isso é ressoar com o da primavera e do caminho [dào 道] de nutrir a vida [yǎngshēng 養生] ”.

O texto apresenta um termo muito importante para a MC, ressonância gǎnyìng 感应, uma reação em cadeira onde os similares estão em constante atração. O nossa forma de agir com a vida é a maneira exata que a vida agirá conosco segundo o conceito da ressonância.

Como Praticar o Yǎngshēng

Um dos mais recentes exemplos do conceito do yǎngshēng pode ser encontrado em textos taoístas atribuídos ao Zhuāngzǐ. No capítulo entitulado “Regulando a nutrição da vida” apresenta a história do famoso cozinheiro do príncipe Wén Huì, no qual o cozinheiro descreve como ele consegue usar a mesma faca por 19 anos abatendo vários bois sem ao menos afia-la uma vez sequer. O príncipe Wén Huì pergunta como é que isso é possível?, em resposta, o cozinheiro menciona que quando usa sua faca ele é capaz de lidar com a carcassa do animal de uma forma espiritual … “[Eu] não olho com meus olhos”. Ele move sua faca observando as linhas naturais, “[minha] faca desliza através das grandes fendas e para as grandes cavidades, tomando vantagem das facilidades apresentadas. Minha arte evita os ligamentos membranoso, e principalmente os grandes ossos”. O príncipe Wén Huì diz, “Exelente! Eu ouvi as palavras do meu cozinheiro, e aprendi delas como nutrir a vida”. Estudiosos descrevem esse texto como defensor de seguir o caminho com a menor resistência – uma forma de viver com o máximo de potencial estando alinhado com o movimento da natureza.

Vivienne Lo (2000) assinalou alguns textos sobre yǎngshēng onde descreve conceitos e práticas que já eram usadas antes da chegada do Clássico Interno. Por consequência ela descreve um processo interessante com entendimento anatômico e fisiológico com grande importância no desenvolvimento da medicina que ainda é usado hoje em dia. Lo resumiu o texto com foco em 4 técnicas:

  1. Respiração
  2. Ginásticas Terapêuticas
  3. Sexo
  4. Dieta.

Respiração

A arte de concentrar a mente, ajustar a respiração, praticar a automassagem e mover os membros para a mobilização da energia vital tem um lugar de destaque na visão tradicional chinesa. Esta arte recebe o nome de Qìgōng 气功 – a grosso modo podemos traduzir como ar e gōng como trabalho/exercício.

Os pensadores e filósofos viam o como a força motriz de transformação de todas as coisas. Os requisitos básicos para trabalharmos nosso é através da respiração e da concentração da mente.

Quando nos conscientizamos da nossa respiração somos capazes de trazer uma autoregulação corporal, potencializando nossa fisiologia e a capacidade de cura do organismo.

Ginásticas Terapêuticas

A saúde física depende do movimento e a saúde psíquica depende da serenidade. Interessante notar como o chineses da antiguidade não faziam diferenciação sobre o que é da mente ou o que é do corpo, isso acontecia por jamais existir essa repartição na maneira deles pensarem. A palavra psique vem do grego que significa alma, ou seja, é a alma que da ânimo ao corpo, que anima a forma. Como podemos pensar em corpo sem pensar em alma (psique) e vice-versa?

Os médicos antigos diziam: “a medicação vem depois da alimentação; e esta vem depois do exercício”. A MC se baseia em cinco praticas terapêuticas: (1) Ginástica (Liānggōng, Gōngfǔ, Tàijǐ Quán, etc); (2) Dietética Chinesa; (3) Massagem (Tuìnà); (4) Fitoterapia; e (5) Acupuntura. Interessante notar que tempos atrás quando se tratava uma enfermidade seguia-se essa ordem de tratamento sendo a fitoterapia e a acupuntura usadas em conjunto.

Com isso dizia-se que saber mover-se favorece muito a saúde. No livro Primavera e Outono do Sr Lu, do século 3 a.C., organiza com clareza o princípio do movimento da seguinte forma: “a água corrente não se corrompe e às dobradiças da porta não são destruídas pelos vermes. É assim para o movimento. Isto é válido também para o corpo. Se este não se move, a essência deixa de fluir e a energia pára”.

A grosso modo se diz: “vou me mover um pouco”. Isso indica que se deseja viver, deve-se movimentar-se. No movimento está a vida, em uma paralelo rápido podemos pensar nos batimentos cardíacos, na respiração, no nosso metabolismo que nunca pára de trabalhar, está sempre em movimento.

Sexo

Existe uma relação muito íntima e importante da atividade sexual e o movimento dos Rins. O Rim é a morada da essência do nosso corpo, é o local onde o conteúdo passado de pai, mãe e todos os nossos ancestrais são estocados. Os taoístas recomendam cautela e em muitos livros de MC apresentam gráficos do máximo de relações que devemos ter mediante a nossa idade.

Vejo no dia a dia dois grandes excessos, o abuso da repetição da atividade sexual ou a não atividade sexual. O mesmo conceito que foi exposto acima, sobre as ginasticas terapêuticas valem para o sexo, deve-se movimentar, nem muito nem pouco. Mobilizar nossa força sexual e estimular a libido. Libido em chinês chama-se míng mén zhi hǔo 命门之火, que significa o fogo da porta da vida. Se exageramos no sexo queimamos rapidamente nosso fogo da vida, se não tivermos relações  sexuais apagamos nosso fogo da vida.

Habitualmente se observa o primeiro caso em pessoas com sintomas de queda de cabelo, doenças senis precoce, doenças ósseas, dores no joelho e lombar, falta de memória. No extremo oposto surge, falta de desejo, planejamento, prostatite, endometriose, mioma, etc.

Quero deixar claro que as causas das patologias são múltiplas, não sendo exclusivas das patologias acima a falta ou o excesso de sexo, mas é um assunto de extrema importância na clínica que se vincula com múltiplas desordens.

O que seria um excesso de sexo? Quando há a presença de qualquer incomodo na genitália, tal como: dor, ardência, baixa lubrificação; desconforto corporal após o ato como cansaço extremo, dor de cabeça, dor lombar, sensação de desfalecimento, etc. Já a falta do sexo envolveria mais esferas sutis como mudança no humor, cansaço, desmotivação, etc.

Considero muito importante todos os profissionais educarem e direcionar seus paciente sobre a atividade sexual, quando discernirem a importância de tal. O corpo trabalha sempre na lei do mínimo esforço. Ele sempre dará maior importância ao que está precisando da atenção dele. Vemos que quando um indivíduo se alimenta, o fluxo sangüíneo aumenta no aparelho digestivo e é reduzido em outras partes do corpo. Se essa entidade biológica considerar a não necessidade de fluidificar os órgãos reprodutores, mantendo-os ativos, este corpo dará menos importância surgindo desorganizações, ou se há um sobre uso ele reduzirá a atenção a outras partes do corpo causando desarmonias corporais. O caminho do meio sempre é do sábio.

Dieta

Comer é uma necessidade vital e uma condição básica para o organismo. Sua necessidade não precisa de explicação, no entanto Sūn Sīmiǎo disse: “Muitas enfermidades e a morte prematura se devem ao mal dos alimentos”.

O que é uma alimentação inadequada? Simplesmente, se refere aos excessos de alimento.

Há 5 aspectos da alimentação:

  1. Comer em quantidade certa. “Comer antes de sentir fome, beber antes de ter sede, comer menos quando se tem apetite, comer mais vezes quando não se tem, e um pouco menos no jantar prolonga a vida em 99 anos”.
  2. Comer em horas fixas. É preciso comer no café da manhã, e não ingerir muito líquido a noite, nem estar cheio e nem com fome alternadamente. Os chineses costumam ter três refeições ao dia. Em geral a digestão dos alimentos duram de 4 a 5 horas.
  3. Evitar certos alimentos. Zhū Dān Xī (1281-1358) disse: “É proibido o abuso de bebidas, carne, alimentos gordurosos, fritos, assados, picantes, irritantes e doces”.
  4. Comer com bons métodos: sem pressa e os alimentos devem ser quentes ou suaves. Poeta Lù Yóu (1125-1210) disse: “Embora muitos estudam a longevidade, ignoram que esta está nos momentos presente”.
  5. Higiene. A comida deve ser limpa e fresca e o indivíduo deve ter prudência na escolha dos alimentos.

As experiências das pessoas de vida longa são: “Não ser fanfarrão na mesa”, “não caminhar rápido quando estiver farto”, “não deitar tendo havido comido muita comida”, “friccionar o ventre após alimentar-se” e “andar devagar após deixar a mesa”.

Considerações Finais

Na saúde e doença não há segredo, se volte a você mesmo, cuide do corpo e da mente e a doença não terá espaço. Ignore seu corpo e sua mente, valorize somente o corpo ou exclusivamente a mente e a doença terá passagem livre.

No livro Arte da Guerra traz a idéia de prevenção ou estratégia de luta onde diz que o homem desprevenido só cava o poço quando tem sede, só funde a arma quando a guerra começa. Faço um voto para olharmos a nossa saúde e cuidarmos de nós mesmos, evoluirmos como seres humanos. Lǎozi, no livro O tratado do Caminho para a Virtude (minha tradução preferida do Chinês Dào Jīng), quando explica sobre a dualidade complementar comenta que quando identificamos o alto criamos o baixo, quando vemos o belo criamos o feio. Quem sabe um dia olhemos tanto a saúde que o conceito saúde e doença desapareça e passamos a viver a vida em sua dinâmica processual e circunstancial em aceitação ativa do porvir em uma troca constante entre o equilíbrio das forças yīn e yáng, e sangue e por fim sem a necessidade de sofrermos com o que nos tempos de hoje chamamos de doença.

Bibliografia

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